sábado, 3 de julho de 2010

Diplodocus



O “Diplo” é o segundo dinossauro mais comprido criado pela InGen, perdendo apenas para o Argentinosaurus. Muito parecido com os Apatosaurus da Isla Nublar, esses dois animais possuem hábitos praticamente idênticos.

Como os Apatosaurus, os Diplos precisam de grandes quantidades de alimento diárias, mas diferente da Isla Nublar onde o recinto era bem menor e tinha recursos limitados, o recinto dos Diplos na Isla Quelysal é gigantesco (eles são os dinossauros que possuem um dos maiores recintos em todo Jurassic Park II), por isso e pela quantidade reduzida de Diplos que foram criadas, o pessoal da InGen não precisou levar várias toneladas de feno enriquecido para os animais, como foi feito para os Apatosaurus do primeiro Jurassic Park.

O recinto pode sustentar os 10 animais lá instalados. Eles passam a maior parte do tempo nas grandes áreas de vegetação baixa, se alimentando. Há uma pequena área de mata fechada aonde os animais vão apenas para descansar.

O rio não é muito freqüentado pelos Diplos, no entanto ocasionalmente eles são visto se banhando e se refrescando nessas águas calmas. Mas eles nunca se afastam muito das margens, evitando as áreas profundas.

Os Diplos são animais calmos que nunca fazem mal aos humanos. Os rangers andam a pé perto das gigantescas pernas desses animais e não correm perigo, pois eles parecem que observam onde vão pisar antes de prosseguir. Não se sabe por que os animais tomam esse cuidado, talvez eles apenas não queiram machucar seus companheiros humanos.

A única coisa que realmente deixam os Diplos irritados são os Amargasaurus. Os animais freqüentemente se encontram, pois as áreas de alimentação deles são próximas umas as outras, separadas apenas por uma cerca.

Os Diplos sempre que vêem os Amargas, começam a bufar e a ir em direção a cerca, como se quisessem espantar os primos menores. E como os Amargas são irritadiços por natureza, eles logo fogem para a mata densa. Não é conhecido o motivo do comportamento agressivo com seu primos menores. Talvez eles não gostem de ficar perto de outros sauropódes, ou talvez eles apenas não simpatizem com os Amargas.

O Diplodocus é uma criatura bela é pacifica que com certeza chama muita atenção dos visitantes do Jurassic Park II, mas que também dá um pouco de trabalho ao pessoal da InGen para desvendar alguns estranhos comportamentos.

Deinonychus



Os “Deinys” são os dinossauros mais parecidos com os Velociraptor no Jurassic Park II.

Os Deinonychus são um pouco maiores que os Raptores, mas como eles, são extremamente ágeis, rápidos, fortes e inteligentes. Também vivem em bandos comandados por uma fêmea Alfa e estão sempre tentando encontra uma maneira de escapar de seu recinto. No geral se forem comparados um Deiny e Raptor, não vão ser encontradas muitas diferenças entre eles, poderia até se dizer que eles são uma única espécie. Socialmente, fisicamente e intelectualmente, os Deinys são praticamente idênticos aos Raptores G2 da Isla Sorna.

Mas seu comportamento com relação aos humanos é o que denuncia a diferença mais marcante entre as duas espécies. É sabido que os Raptores G1 eram muito mais agressivos que os G2. Os Raptores G2 por serem aparentemente bem mais inteligentes que os G1 apresentam-se mais tolerantes a presença de humanos, mesmo assim eles continuam como uns dos seres mais ferozes criados pela InGen. No caso dos Deinys, a história muda muito de direção. A agressividade que eles possuem ultrapassa uma fronteira nunca imaginada pelo pessoal da InGen, se pode até chegar a dizer que são tão agressivos, violentos e ferozes quanto o Spinosaurus. Isso é muito estranho, pois geralmente animais inteligentes tendem a ser mais pacíficos.

Mesmo enquanto ainda eram filhotes e estavam sendo cuidados pelo pessoal do berçário, eles demonstravam essa extrema agressividade. Quando qualquer um, estranho a eles, aparecia na sala do berçário, eles o atacavam e mesmo sendo menores que um Procompsognathus.

A fúria deles parecia ser tão grande como se quem estivesse sendo atacado fosse o seu pior inimigo, menos que ele nunca tivesse sido visto antes. Um cientista que entrou na sala por engano, quase foi morto por esses mini-matadores, ele só escapou, pois um dos funcionários do berçário apareceu e o tirou de lá.

Os únicos não atacados eram as pessoas do berçário que cuidavam deles desde o nascimento, mas essa diferenciação não durou muito... Quando tinham cerca de cinco meses de vida, um dos funcionários do berçário entrou no cercado onde os jovens Deinys estavam e foi imediatamente atacado e acabou morrendo. Mas por que de uma hora para outra houve essa mudança? Ninguém conseguiu explicar...

Foi cogitado que era preciso que eles fossem eliminados, mas a idéia foi abandonada, pois depois desse acidente não houve mais ataques, não que os Deinys não quisessem atacar, e sim por que os funcionários agora os tratavam como se estivessem tentando desarmar uma bomba, ou seja, o cuidado mais extremo ainda era pouco.

Após serem solto em seu recinto, uma nova descoberta foi feita sobre os Deinonychus. Os animais quase nunca eram vistos durante as inspeções feitas pelos rangers. E com os animais que servem de alimento para os Deinys são soltos dentro do recinto para serem caçado, era esperado que eles demonstrassem sua extrema agressividade e os atacassem os animais imediatamente, mas isso não aconteceu.

Duas vezes, quando os animais foram soltos, passavam o dia todo pastando no campo de grama alta do recinto e nada aconteceu. Então uma equipe de rangers foi mandada a noite para observar o que ia acontecer. Eles viram o que se esperava ser visto durante o dia... Um grupo de Deinys saiu da mata fechada e atacou o animal, matando com alguns poucos golpes de garras, mas eles não começaram a comer imediatamente, como fazem os Raptores e Utahraptor... Eles agarram o corpo da vitima e o arrastaram para dentro da mata de onde saíram. Tudo aconteceu muito rápido, no máximo 5 minutos se passaram desde que eles saíram da mata até voltarem pra lá com o corpo da presa.

Mesmo tendo sido tão pouco tempo os rangers puderam notar algo diferente nos Deinys. Os olhos deles brilhavam como olhos de um felino a luz do luar, só que muito mais intensamente. Então essa é resposta para esse comportamento... Os Deinys possuem uma excelente visão noturna, tão adaptada as caçadas apenas usando o luar que a forte luz do dia quase que fere os seus olhos sensíveis. Por isso que eles passam o dia todo dentro da mata fechada, à qual pouco deixa passar a luz solar e também é por isso que eles arrastam as presas para a mata, pois lá eles podem comê-las tranqüilamente, sem se preocupar com o nascer do Sol.

No entanto esse comportamento é um problema, pois como os visitantes iriam poder ver os animais durante os passeios? Bem uma mudança de planos teve de ser feita no itinerário que os visitantes seguem, pois agora foi adicionado um passeio noturno apenas para os Deinys serem observados. Cada visitante recebe um óculos de visão noturna, por onde pode observar os vários grupos de Deinys em suas caçadas noturnas. Mas será que deu certo?

Sim, pois foi feito um teste onde vários animais foram soltos de uma vez à noite e a agressividade natural dos Deinys não falhou, vários grupos apareceram e atacaram os animais. Os diferentes grupos fizeram ameaças uns contra os outros, mas não houve embates.

placerias













altura:1 m(macho)1 m(fêmea)
comprimento:5 m(machos)4 m(fêmeas)
peso:2 t(macho)1 t(fêmea)

As Placerias são animais robustos com dentes de elefante para arraigar a terra à procura de raízes, essas prezas são também utilizadas para lutas entre os machos pela hierarquia da manada e possui um bico forte para comer plantas. Animais poderosos que se assemelhavam a hipopótamos, as Placerias não são dinossauros, mas sim Dicynodonts ou cachorro de dois-dentes


Coelophysis



Os “Coelos” estão entre os animais mais difíceis de se lidar já criados pela InGen. Não por sua periculosidade, mas sim por sua falta de controle.

No total foram criados 25 Coelos, mas atualmente esse número caiu (os motivos serão posteriormente explicados).

Mesmo enquanto estavam sendo cuidados no berçário, os Coelos bebês eram muito travessos e difíceis de serem controlados. Tudo que os animais faziam era estragar o que conseguissem tocar. O pessoal do berçário pensou que esse comportamento devia ser característico apenas dos filhotes e que quando eles se tornassem adultos se tornariam mais controláveis. Mas eles não podiam estar mais errados...

Com isso, foi resolvido que os animais deviam ser transferidos o mais rápido possível para o recinto onde seriam instalados. Já no recinto, houve um desentendimento entre os dois machos maiores, fazendo os 25 animais se dividiram em duas tribos.

A sociedade em que os Coelos vivem é muito conturbada, os machos líderes das duas tribos sempre tem de enfrentar machos subalternos que tentam tomar o poder. Lutas terríveis são travadas, e qualquer um que seja morto é rapidamente devorado pelos outros Coelos. Se houverem feridos, eles têm de se retirar da tribo antes que os outros os matem e os comam.

O canibalismo é muito freqüente entre esses animais, por isso foi dito anteriormente que o número de indivíduos dentro do recinto caiu. Mas não acontecem apenas disputas de poder dentro das tribos.

Há uma guerra constante entre as duas tribos, onde verdadeiras batalhas são travadas pela disputa do território e da caça fornecida pelos tratadores.

Essas batalhas não causam problemas apenas entre os Coelos. Tratadores já foram atacados enquanto inspecionavam os animais, pois como são muito territoriais, os Coelos atacam quaisquer um que se aproxime demais da tribo. Um Coelo sozinho não é uma força a ser desprezada, seus dentes afiados como facas e suas garras são armas mortais. Um bando de dezenas desses assassinos canibais atacando ao mesmo tempo é uma força altamente temível.

Como o número de animais já diminuiu consideravelmente, uma nova geração está sendo preparada, mas é bem possível que esses novos Coelos tragam mais problemas, pois possivelmente eles formarão uma nova tribo que entrará em choque com as 2 já existentes.

Bem antes do Jurassic Park II entrar em funcionamento, o plantel de Coelophysis teve de ser renovado várias vezes, por causa das constantes baixas trazidas por eles mesmos.

Argentinosaurus



Os “Argentinians”, são os maiores animais já criados pela InGen. Trazidos de volta da extinção, esses são os únicos animais que podem rivalizar em tamanho com a atual baleia-azul.

Depois que os Brachiosaurus foram criados, a equipe a InGen achava que não conseguiria criar um outro animal com proporções tão gigantescas como as deles. Mas estavam errados, pois enquanto se esperava um novo tipo de sauropóde gigante nascer, cujo DNA foi trazido no primeiro carregamento vindo da América do Sul, algo inesperado aconteceu...

Muito antes do que se esperava, ovos começaram a rachar. Na hora pensou-se que os animais esperados não eram tão grandes quanto se pensava, mas a verdade era outra. Os filhotes saíram dos ovos, só que eles ainda não tinham seus corpos totalmente formados, morrendo em seguida. As cascas dos ovos não conseguiram resistir a pressão que os embriões exerciam sobre elas. A única resposta era: que os animais que eles esperavam sair daqueles ovos eram muito maiores que qualquer outro sauropóde criado antes.

Os embriões estavam tão pouco formados, que os cientistas não puderam distinguir a qual espécie eles pertenciam. A partir daquele momento, a prioridade era conseguir criar essa nova espécie de sauropóde gigante.

Novos ovos sintéticos foram criados, mas dessa vez eles tinham a circunferência de uma bola de praia, seria que quase impossível os embriões não se desenvolverem em ovos desse tamanho.

O tempo passou e finalmente chegou o grande dia. Quando o primeiro ovo começou a rachar, os cientistas ficaram com receio que tivessem errado de novo no tamanho dos ovos, mas todos ficaram aliviados quando o pequeno sauropóde começou a emitir guinchos, mostrando que estava já estava pronto para nascer. Após o primeiro, todos os outros ovos começaram a rachar, e no total 12 bebês sauropódes de quase 1,6 m de comprimento caminhavam pelo berçário.

Com isso, pode-se finalmente identificar a espécie. Os cientistas ficaram muito surpresos quando souberam que aqueles pequenos bebês um dia iam si transformar em gigantescos Argentinosaurus.

Como a aceleração do desenvolvimento foi aumentada nos novos grandes sauropódes, alguns meses depois, os Argentinians tiveram de ser transferidos para seu recinto definitivo. Lá os animais começaram a demonstrar certas habilidades desconhecidas a outros sauropódes...

Os 12 Argentinians formaram um bando o qual é bem unido e controlado por uma fêmea maior. Os membros do bando passam o tempo todo juntos, nunca se afastando muito uns dos outros. No entanto um dia enquanto todo o bando rumava para o rio, as câmeras de vigilância captaram que um dos Argentinians resolveu entrar na selva para comer as macias folhas do alto duma árvore, nisso ele não percebeu que estava rumando para um barranco.

Ele conseguiu descer o barranco facilmente, ficando por um tempo a se alimentar nas copas das árvores. No entanto quando acabou, tentou subir de volta o barranco, mas não conseguiu. O Argentinian começou a urrar e bufar pedindo socorro, mas seus companheiros estavam muito longe para poder ouvi-lo.

Percebendo que não ia adiantar ficar urrando, o Argentinian parou, levantou o pescoço o máximo que pôde e começou a bater com as patas dianteiras no chão. No rio quase que imediatamente após o Argentinian preso no barranco começar a demonstrar aquele estranho comportamento, os outros membros do grupo levantaram os pescoços, viraram a cabeça em direção ao local onde o animal preso se encontrava e começaram a seguir nessa mesma direção.

Um tempo depois eles encontraram o companheiro preso e o ajudaram a sair da péssima situação em que ele se encontrava. Como os Argentinians souberam exatamente onde o animal preso se encontrava e como eles sabiam que ele estava em perigo? Os cientistas analisaram bem as fitas das câmeras de vigilância, e notaram que o Argentinian preso tinha um comportamento parecido com de elefantes em perigo. Então era preciso que um experimento fosse feito.

O rugido de um dos Giganotosaurus foi gravado e a fita foi tocada dentro do recinto dos Argentinians. Os animais ficaram em pânico e o bando se dividiu. Daí a equipe de rangers entrou em ação. Um dos animais foi anestesiado, mas não ficou desacordado. A equipe agiu rapidamente e prendeu das patas do animal, impedindo-o de se mexer.

O Argentinian após se recuperar do anestésico tentou andar, mas não conseguiu. Como o animal preso no barranco, ele primeiro urrou e bufou pedindo socorro, depois levantou o pescoço o máximo que pôde e começou a bater com as patas dianteiras no chão. Daí os aparelhos dos cientistas foram ligados.

Os outros membros do bando agiram do mesmo modo que da vez anterior. Quando os primeiros animais do bando foram avistados, os rangers soltaram as amarras que prendiam o Argentinian, o qual se dirigiu em direção dos seus companheiros o mais rápido possível.

Todas medições foram feitas e dois instrumentos foram os únicos a mostrar bons resultados. Um foi o medidor de ondas infra-sônicas e o outro, um sismógrafo. Mas por logo esses dois instrumentos fizeram registros?

Bem como os cientistas suspeitavam, os Argentinians agem como os elefantes em perigo. Eles primeiramente tentam chamar algum companheiro que esteja por perto, se a ajuda não chegar, eles batem com suas pesadas patas no chão, emitindo ondas sísmicas que podem ser sentidas até 50 km de distância ao mesmo tempo em que emitem infra-sons. Qualquer animal da mesma espécie que esteja no raio de atuação das ondas sísmicas entende a mensagem e vira a cabeça em direção de onde as ondas vieram esperando escutar os infra-sons para confirmar o pedido de ajuda, e ir ao salvamento do companheiro em perigo.

Os dois aparelhos foram permanentemente instalados no recinto dos Argentinians, sendo constantemente monitorados. Isso comprovou que não apenas quando estão em perigo, os Argentinians usam esses recursos. Na verdade ondas sísmicas e infra-sons constantemente podem ser medidos.

Uma grande variedade de tonalidades de infra-sons e de intensidades de ondas sísmicas puderam ser medidas, indicando que os Argentinosaurus não só possuem uma complexa rede de comunicação, mas que também possuem uma organização social bem maior do que era esperada.

Anhanguera



O Anhanguera foi a segunda e última espécie de pterossauro criada para o Jurassic Park II. Com uma envergadura um pouco maior que a do Quetzalcoatlus eles são os maiores animais voadores existentes.

Logo ao nascerem, os pequenos Anhanguera ficaram conhecidos por “Demons”, por causa da sua aparente “feiúra” e também por que, como a maioria dos pterossauros já criados pela InGen são muito agressivos, o pessoal do berçário esperava que com os Anhanguera não seria diferente. Mas logo seria provado que esses animais não mereciam esse apelido...

Enquanto estavam sendo cuidados no berçário, os pequenos Demons foram cuidados como todos os animais nascidos antes deles, e nesse período eles não causaram nenhum problema.

O tempo passou e chegou a época deles serem instalados no Aviário, e como os Quetzalcoatlus já haviam se instalado do lado do Aviário ligado a Isla Quelysal, os Demons foram soltos no lado ligado a Isla Varrana. Assim os dois tipos de pterossauros não se encontrariam e não haveriam disputas territoriais.

Dos Demons criados, há 4 machos e 4 fêmeas. Com essa divisão uniforme entre os sexos os animais formaram casais, nos quais os parceiros nunca se afastam. Na realidade, todos os 8 animais sempre se mantêm próximos uns dos outros e formando um tipo de pequena colônia.

Os casais sempre saem juntos para pescar e os animais são muito carinhosos entre si. Mesmo observando todo esse comportamento social tranqüilo, a maioria dos cientistas e rangers ainda achava que algum dia os Demons poderão demonstrar sua agressividade. E para provar isso, eles queriam fazer o mesmo teste feito aos Quetzs.

Foram colocadas no Aviário, vacas mortas e vivas. Dependendo do como os Demons agissem seria possível medir sua agressividade. Muito tempo se passou até que os pterossauros percebessem a presença dos recém chegados. Eles passaram voando e circularam algumas vezes o local onde se encontravam as vacas. Pouco depois eles pousaram perto das vacas vivas, ignorando as mortas, mas não atacaram. Eles apenas observaram com uma certa curiosidade. Um dos machos resolveu se aproximar e tocar com o bico no traseiro de uma das vacas. Nisso ela se assustou e fazendo todas as vacas debandarem.

O Demons se assustaram com a debandada, saíram voando e voltaram para sua colônia. Depois desse incidente eles deixaram as vacas de lado e voltaram a sua rotina normal. Bem, o teste provou que os Demons não são extremamente territoriais ou agressivos como se pensava, mas como será que eles reagiriam diante de um ser humano? Para isso, outros testes tiveram de ser feitos...

Primeiro um manequim de ranger foi colocado perto da colônia enquanto os Demons pescavam. Todos queriam saber o que os animais fariam quando vissem o manequim.

Após terminarem de pescar os Demons voltaram para colônia e logo notaram a presença do manequim. Eles ficaram intrigados, do mesmo modo que quando a vaca foi vista, e de longe observaram o manequim por um bom tempo, até que novamente um dos machos resolveu se aproximar e tocá-lo com o bico. O manequim caiu no chão o que assustou os Demons, fazendo-os voar para longe do local.

Outra vez a experiência comprovou que os Demons não são agressivos. Na verdade as experiências estavam demonstrando que além de serem sociáveis e carinhosos, os Demons são curiosos e assustadiços. Agora faltava apenas o teste definitivo. Alguém teria de entrar no recinto e verificar o que aconteceria...

Poucas pessoas tinham coragem de enfrentar esse desafio, mas um ranger que tinha certeza que os Demons não mereciam esse nome, resolveu entrar. Tentaram colocar uma roupa de proteção nele, mas ele não aceitou e falou que o risco era todo dele.

Ele entrou de carro no Aviário e se dirigiu até perto da colônia, onde ficou esperando os animais voltarem da pescaria. Ao voltar os Demons notaram o carro parado e foram inspecioná-lo. O ranger desceu do carro com um balde de peixes na mão. Quando viram o ranger se mexer os Demons se preparam para voar, mas algo fez eles pararem, o cheiro de peixe.

O ranger foi se aproximando devagar e colocou alguns peixes no chão. Os Demons ficaram curiosos e pegaram os peixes. Após isso se repetir por algumas vezes, o ranger já parecia um velho conhecido dos Demons, dando comida nas bocas deles e acariciando seus longos bicos. Essa foi a prova definitiva que os Demons não são nada territoriais e agressivos, e sim uns dos animais mais gentis e calmos criados pela InGen.

Apenas por que um animal é grande, horrendo e tem parentes agressivos, não quer dizer que ele também tenha de ser agressivo. Os Anhanguera são a maior prova disso.

Amargasaurus



Os “Amargas” são possivelmente os sauropódes mais estranhos já criados pela InGen, tanto física quanto comportamentalmente.

Quando os Amargas nasceram, os cientistas ficaram muito contentes pois esses são muito exóticos. Com seu tamanho reduzido para um sauropóde (eles são os menores já criados) e com sua dupla fileira de espinhos que partem da nuca e formam duas grandes barbatanas cervicais e se estendem até o dorso (onde se "fundem" em uma única fileira que termina quase na ponta da cauda), possivelmente eles seriam uma excelente atração para o Jurassic Park II.

Após sua estadia no berçário, os 23 Amargas criados foram soltos no seu recinto. Mas logo estranhos comportamentos começaram a ser observados nesses animais.

Pode-se dizer que os Amargas são os únicos saurópodes realmente irritadiços, talvez por serem menores e mais fáceis de serem ameaçados. Eles são tão mal-humorados que sempre que os carros dos rangers se aproximam, diferente de outros saurópodes que costumam permanecer indiferentes, o grupo logo bate em retirada, indo se esconder nas sombras da selva.

Quando a irritação é muito grande ou quando se sentem realmente intimidados, ao invés de sumir dentro da selva, o grupo forma um semicírculo em volta da suposta ameaça. Daí eles arqueiam os pescoços, suas barbatanas se eriçam e tomam cores vivas, então eles começam a emitir um som característico, como um trombone, e a balançar freneticamente a cauda. Com isso, eles parecem mais perigosos do que realmente são.

Os Amargas também diferem, pois são os únicos saurópodes que ficam mais tempo dentro da mata e não tão nas áreas abertas, talvez para evitar ficarem expostos.

Por esses comportamentos tão “ferozes”, ou melhor, difíceis de se lidar, os rangers e tratadores chamam o Amarga de “Reclamão”. Mas esses estranhos comportamentos até que podem ser usados em favor dos futuros passeios do parque...

Não se sabe o motivo, mas parece que o que mais deixa o grupo de Amargas irritado é a presença dos Land Cruisers no seu recinto. Sempre que vêem um desses veículos os animais o tratam como se ele fosse uma grande ameaça, e começam a agir como foi descrito anteriormente, isso poderia ser perigoso para os visitantes, mas os Amargas apenas ameaçam e nunca atacam.

Isso é bom, pois os visitantes podem observar com toda a segurança de dentro dos Land Cruisers, como os Amargasaurus são diferentes dos outros sauropódes e por que eles são chamados de Reclamões.